Blockchain: a tecnologia por trás do Bitcoin que promete revolucionar as empresas

Você com certeza já ouviu falar de Bitcoin, a criptomoeda da internet. Suas altas cotações chamaram a atenção

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Você com certeza já ouviu falar de Bitcoin, a criptomoeda da internet. Suas altas cotações chamaram a atenção de ávidos por dinheiro no mundo todo e a tecnologia envolvida por trás das criptomoedas vem atraindo o interesse de grandes instituições financeiras, empresas e governos.

Resumidamente, Blockchain é uma espécie de grande “livro contábil” que registra muitos tipos de transações e possui seus registros espalhados por vários computadores. No caso de criptomoedas, como o bitcoin, ele significa o conjunto de regras que fazem a moeda funcionar, registrando envio e recebimento de valores. A propósito, várias outras moedas digitais surgiram usando a lógica da Blockchain, não somente o bitcoin.

Este sistema é formado por uma “cadeia de blocos” e dentro de cada um desses blocos há um conjunto de transações, que são trancados por uma forte camada de criptografia. É praticamente impossível arrombar o segredo desses recipientes já que são selados por códigos criptografados, o que garante que cada moeda chegue ao destino certo, que uma moeda não seja usada mais de uma vez e que transações anteriores não sejam alteradas sem comprometer toda a cadeia.

Apesar disso, a comunidade das criptomoedas já passou por alguns grandes hacks. Centenas de milhões de dólares já foram roubados. Embora a tecnologia blockchain seja mais segura do que os sistemas centralizados, as práticas de programação precárias criadas em torno dela geraram muitas vulnerabilidades de segurança.

Além de moedas virtuais, a Blockchain pode ter várias aplicações. Muitos setores da economia já demonstraram interesse na tecnologia e cada vez mais as grandes empresas se interessam pelo sistema de encadeamento de blocos, que pode evitar processos e custos.

Grandes empresas de todo o mundo estão se envolvendo. Alguns exemplos: Microsoft, IBM, Red Hat, Citi, JP Morgan, Delloite, EY, PwC, JPMorgan, Intel, Nasdaq, outros bancos como, BNP Paribas, HSBC, Santander, Bank of America, ABN Amro, Goldman Sachs e Credit Suisse.

No Brasil, este sistema de registro de informações digitais está começando a ser usado nas negociações com contratos de derivativos de balcão e logo poderá agilizar transferências bancárias internacionais dentro de um mesmo banco. Itaú, Bradesco e Santander são alguns dos bancos que já fizeram uma série de projetos pilotos baseados na tecnologia, sendo membros do grupo R3, um grupo que reúne instituições financeiras de todo o mundo com a finalidade de estudar a aplicação da Blockchain na integração de serviços financeiros.

O que podemos verificar é que a Blockchain começou sendo uma tecnologia que serviu de suporte para a criptomoedas e acabou se tornando algo muito maior, se tornando fundamental para o futuro dos bancos e outros setores, sendo considerada uma das tecnologias mais disruptivas desde o advento da Internet, segundo Salim Ismail, diretor da Singularity University, universidade do Vale do Silício criada por Google.

Fontes: El País, Valor Econômico, Blockchain Brasil, G1, Computerword.

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