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Automação jurídica: ameaça ou vantagem para advogados?

Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, até 2025, um em cada quatro empregos será substituído por softwares e

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Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, até 2025, um em cada quatro empregos será substituído por softwares e robôs.

No mundo jurídico esta revolução veio para ficar. Através da automação jurídica inúmeras vantagens são agregadas aos escritórios, como: reduzir custos, erros e riscos operacionais, aumentar a produtividade e as margens de lucro.

Há quem suspeite de que a automação jurídica é uma ameaça aos advogados, mas é exatamente o contrário! As novas ferramentas que utilizam inteligência artificial liberam os profissionais de direito de tarefas administrativas, sobrando mais tempo para produzirem o que de fato é seu ofício.

Em suma: as tarefas repetitivas e de baixo valor agregado, tendem a desaparecer sendo automatizadas. Tarefas de maior complexidade jurídica continuarão a ser realizadas por advogados, só que de forma muito mais eficiente com o uso da tecnologia.

Não são somente os escritórios de advocacia os beneficiados com esta revolução tecnológica. Departamentos jurídicos internos de empresas também estão descobrindo uma gestão mais eficiente e estratégica gerando redução de custos e tempo.

Entre as vantagens da automação jurídica está a captura antecipada de novos processos e seu monitoramento. Através destas soluções é possível identificar, capturar e monitorar processos em todos os tribunais do Brasil. Com isto empresas podem receber os dados de novos processos distribuídos contra ela, antes mesmo do recebimento da citação.

Uma das ferramentas que oferece grandes vantagens para a redução de carga de trabalho em escritórios de advocacia é o chamado emissor de documentos padrão, sistema que permite a criação de uma biblioteca de peças processuais e contratos, preenchidos automaticamente com os dados de determinado processo ou contrato, que foram cadastrados no sistema.

Robôs e algoritmos identificam o encerramento do processo automaticamente, permitindo a empresa retirar o processo do provisionamento e, impactar diretamente no balanço patrimonial. Por sua vez, o escritório pode cobrar prontamente seus honorários e retirar o processo de suas rotinas de acompanhamento.

É um grande ganho para empresas, que retiram processos do provisionamento; escritórios, que recebem seus honorários; o judiciário, que reduz o volume de processos em curso; e a sociedade que passa a contar com um sistema judiciário mais simples e ágil.

A automação jurídica permite fazer o que não se conseguia antes. Agora, é possível fazer mais, melhor e de forma mais inteligente. Boas-vindas à advocacia 4.0!

Fonte: ESTADÃO

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